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CURTAM OS NOSSOS TEXTOS!!!
Blog do Damiao Teles
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
A cidade de Juazeiro do Norte vista Sobre o olhar dos skatistas
"De skate eu vim de skate eu
vou"
A
cidade de Juazeiro do Norte vista Sobre o olhar dos skatistas
Basta uma olhada e todo o espaço urbano se
reinventa no pensamento de um skatista, escadarias, corrimãos, calçadas e
rampas de acesso viram obstáculos para serem transpostos de forma ariscada pelos
praticantes de skate.
O skate surgiu na Califórnia EUA por volta da
década de 1960. Criado por surfistas cansados de esperar por ondas em épocas de
maré baixa, eles inventaram um jeito de surfar no asfalto. Assim o skate saiu
do mar para a cidade, da águas para as ruas. De lá pra cá ganhou visibilidade e
segundo a CBSK Confederação Brasileira de Skate, se tornou um dos esportes mais
praticados do mundo. Em Juazeiro do Norte a partir dos dados da AJUSK –
Associação Juazeirense de Skate, o número de skatistas já ultrapassa uma
centena. Dividido em vários pequenos grupos que se reúnem em vários cantos da
cidade para praticar o esporte.
Os espaços urbanos e os desafios
Juazeiro do Norte terra de fé e
peregrinações. É também uma cidade em desenvolvimento econômico, urbano e
populacional. Visto o crescimento que vem ocorrendo nos últimos anos, é notório
o agrupamento de diversas “tribos” dessa urbe em locais característicos desse
desenvolvimento urbanístico na cidade. Já o skate é um esporte radical praticado
em espaços apropriados ou não, mas que necessita de um certo aspecto urbano
para poder ser praticado. Tem sua origem na rua, ou seja, no espaço urbanizado.
Essa aproximação do skate com a cidade vem desde os primórdios do esporte. Nesse
aspecto a cidade e o skate são inerentes.
A cidade moderna traz consigo uma
fragmentação social. As tribos urbanas são efeito dessa fragmentação. O desejo
de agrupamentos e sociabilidades são um dos aspectos desses grupos. A tribo dos
skatistas se apropriam dos espaços urbanizados para praticarem o skate, são
pessoas com um estilo de vida próprio e que escolhem determinados locais da
cidade para se reunirem e andar de skate, são citadinos que fazem parte da vida
urbana e da sua organicidade. A cidade em seus aspectos mais subjetivos se
transforma em um território apropriado. A escolha desses locais segundo Paulo
Alves, skatista, professor de educação física e personal skater, é “A oportunidade. Quando vemos um local que
pode ser aproveitado. Muitas vezes que não esta ocupado e que é possível
praticar o skate, ae passamos a freqüentar. E por saber que teoricamente todos
temos direitos de utilizar o que é publico. Utilizamos”.
A cidade, como utilizamos
A cidade de Juazeiro do Norte se desenvolve
urbanisticamente sem planejamento, o que gera transtorno de circulação por
parte dos cidadãos. Isso é mais visivelmente no centro da cidade onde um
emaranhado de pessoas transita diariamente. Aparentemente a mobilidade urbana é
um problema de toda cidade de médio e grande porte, a cidade da fé Caririense
tem suas peculiaridades no que se refere ao altíssimo contingente de pessoas,
principalmente nas épocas em que há peregrinação de romeiros, a cidade se torna
um caos. Por conta do seu desenfreado projeto imobiliário especulativo, que vem
agravando cada vez mais a mobilidade urbana e o meio ambiente.
Mas para o skatista esse desenvolvimento
urbano tem lá seu lado bom, pois é com esse alargamento da cidade que o skate
encontra seus variados locais de diversão e pratica esportiva. A cidade quanto
mais urbanizada mais apresenta variações e espaços para a apropriação dos
skatistas, locais esses reinventados e transformados em points, locais de encontro dos skatistas. Muitas vezes o
deslocamento desse grupo depende muito das construções que vão se estabelecendo
na cidade. De diferentes modos os skatistas vão se agrupando em locais urbanizados
e fazendo desses locais seus pontos de encontros.
A cidade moderna desempenha
um papel fundamental nos rituais de agrupamento da tribo skatista, pois os
diversos aspectos que se apresenta é visto de forma adaptável para a pratica do
skate, praças, bancos, calçadas etc. é sempre visto como obstáculo a transpor
de forma arriscada causando assim prazer e emoção nos skatistas. É neste
sentido que os skatistas usufrui da cidade se utilizando dos espaços públicos para
reinventar e criar novas possibilidade de circulação. Paulo Alves diz o
seguinte: “Temos uma visão diferente da
arquitetura da cidade. Onde outras pessoas vêem uma escadaria com piso liso, eu
vejo um local muito apropriado para tentar transpor através de um salto com o
skate. Buscando superar meus medos. Testar minhas capacidades físicas como:
força de membros inferiores (pernas.) coordenação motora e equilíbrio dinâmico
para poder me equilibrar antes, durante e depois de executar uma manobra, seja
numa escada ou num corrimão”.
As percepções
Neste sentido a cidade é reinventada a todo
instante pelos skatistas que as ver com outro olhar, não com o olhar do
pedestre, do motorista, dos comerciantes do centro que a observam como circulação
mecânica rotineira, mas com um olhar mais radical, que ver os diversos espaços
se modificando todos os dias e possibilitando novas formas de transpor cada
lugar que possam ter acesso. O estilo street para o skate é a apropriação da
rua, o espaço pode não ser
apropriado, mas pode se tornar apropriado.
Assim o skatista vivencia a paisagem urbana
como transeunte e como cidadão. Porque além de transporte, não poluente, o
skate é também esporte, cultura e estilo de vida que proporciona cidadania e um
sentimento de liberdade. Para o skatista a cidade moderna apresenta
diversidade, como diz o cantor chorão da banda Charlie Brown Jr. “De skate eu vim de skate eu vou” mostrando
que para o skatista a cidade é além de tudo transitável e que das diferentes
formas que a cidade é vista pelos pedestres o skatista não pode negar que o
desenvolvimento urbano é aliado do skate.
Por: Damião Teles
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
O legado do Circuito Regional de SKATE
A IMPORTÂNCIA DO EVENTO
A 2ª Etapa do Circuito Regional de Skate que ocorreu durante
os dias 19 e 20 de julho de 2014 (sábado e domingo) na cidade de Juazeiro do
Norte-CE. Foi um evento de extrema importância para os skatistas da Região,
desde 2010 não ocorria um evento de tamanho porte.
Durante o período das manhãs (sábado e domingo) a pista de
skate ficou livre para os atletas que iam competir “pegarem as bases dos
obstáculos” ou seja, fazerem um reconhecimento da pista, na parte das tardes
ocorreram as “voltas” da competição em suas várias categorias.
Por conseqüência do circuito a pista de skate que há 4 anos
não passava por uma reforma foi finalmente reformada, foram colocadas as luzes
que estavam quebradas e outras queimadas, limpeza do local e melhoramento dos
obstáculos, pintada e feito alguns grafites (pelo mano Duplex) o que ficou
muito massa, a pista ficou com cara de nova.
O circuito ocorreu sem nenhum incidente nem acidente (o que é
incrível, skate sem acidentes) muitos atletas participaram da competição com
representantes de Juazeiro do Norte e região do Cariri, Fortaleza, Sobral,
Amontada e outras. Juazeiro se destacou com bons resultados, alunos da
escolinha de skate conseguiram a segunda colocação na categoria mirim e
terceira colocação na categoria iniciante com Marcelo “maluquinho” e Jackson
respectivamente.
Parabéns a ASC- associação de skate do Crato que organizou o
evento, e a secretaria de esporte de Juazeiro do Norte que apoiou.
P.S
Tenho algumas criticas a fazer: Apesar de ter sido um evento muito bom, houve lá seus deslizes, (1) a 1ª etapa na cidade de Mombaça, os atletas locais não pagaram inscrição, aqui por conta de alguma falha (não sei de quem) os atletas tiveram que pagar, apenas 10 atletas tiveram isenção da taxa. (2) Estava previsto uma apresentação do pessoal do movimento HIP-HOP, eles esperaram a tarde toda e a noite até o final do campeonato e não houve a apresentação (não sei por que motivo) (3) em nenhum momento foi mencionado o nome da associação de skate de Juazeiro – AJUSK, (pelo menos pra fortalecer)
Reflexões:
Por que Será que a pista de skate que há 4 anos não tinha uma reforma foi reformada e feito esse evento “circuito regional de skate”? Porque 2014 é um ano eleitoral, e todo político quer mostrar serviço nessa época, ou porque os skatistas de Juazeiro dias atrás fizeram uma manifestação contra os descasos com os skatistas, a falta de cuidados com a pista de skate, a proibição de andar de skate em determinados locais como no ginásio poliesportivo, será que, ano que vem teremos outro evento de skate? Ou esse foi só para “acalmar os ânimos”?
SÓ LEMBRANDO aos nossos governantes, prefeito e secretario: estamos de olho. Ainda mais... precisamos de um trabalho consistente na área de esportes radicais apenas um campeonato no ano é muito pouco, é preciso que incentive com medidas palpáveis, por exemplo escolinhas de skate, inclusão da modalidade skate no JEJUNOS, apoio de passagens ou ajuda de custo para atletas irem competir fora da cidade, os melhoras da categoria. O que não pode é ficar colocando esse único evento como incentivo ao skate pro resto do ano, ou resto da gestão.
AS MANIFESTAÇÕES:
POR CONTA DOS DESCASOS COM A PISTA DE SKATE OS SKATISTAS RESOLVERAM SE MANIFESTAR, PRIMEIRO FIZERAM UMA MANIFESTAÇÃO SIMBÓLICA NA PRÓPRIA PISTA DE SKATE QUE CONSISTIU EM TODOS OS SKATISTAS LEVAREM VELAS PARA ASCENDER NA PISTA PARA OS MESMOS ANDAREM DE SKATE A LUZ DE VELAS, QUE POR SINAL TAMBÉM SIMBOLIZAVA AS PROMESSAS DE REFORMA DA PISTA E A COLOCAÇÃO DAS LUZES QUE ESTAVAM QUEIMADAS.
A MANIFESTAÇÃO NÃO DEU MUITO RESULTADO, APENA MOMENTOS DE PRAZER PARA OS SKATISTA, QUE CONSEGUIRAM REUNIS DEZENAS DE SKATISTAS EM UMA NOITE LINDA COM MUITAS MANOBRAS, MAS EM RELAÇÃO AOS APELOS NADO FOI FEITO PELA PREFEITURA.
FOI DECIDIDO PELOS SKATISTAS QUE SERIA FEITO OUTRA MANIFESTAÇÃO, SÓ QUE ESSA MAIS ORGANIZADO E QUE CHAMASSE MAIS ATENÇÃO, CONVIDAMOS A MÍDIA LOCAL E RESOLVEMOS INVADIR O GINÁSIO POLIESPORTIVO APENAS PARA ANDAR DE SKATE, JÁ QUE O MESMO ESTAVA PROIBIDO A PRÁTICA DO SKATE EM SUAS DEPENDÊNCIAS.
FOI NOTICIA NOS JORNAIS TELEVISIVOS LOCAIS E POR CONSEQUÊNCIA DISSO FOI TOMADAS ALGUMAS ATITUDES COMO POR EXEMPLO: LIBERAÇÃO DO ROLÊ NO GINÁSIO POLIESPORTIVO, REFORMA DA PISTA DE SKATE E ORGANIZAÇÃO DE UM CAMPEONATO.
VAMOS FAZER BARULHO!!!
TEXTO E FOTOS POR DAMIÃO TELES
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Skate: Esporte vem crescendo na região do Cariri.
O skate é um dos esportes que
mais cresce no mundo, no Brasil, no Ceará e no Cariri. Cidades como Juazeiro do
norte, Crato e Barbalha, são exemplos do aumento de praticantes deste esporte.
Estas cidades foram contempladas com pistas públicas de skate, o que vem
fazendo com que o esporte ganhe visibilidade na região. As cidades do triângulo
CRAJUBAR já contam com escolinhas de iniciação ao esporte, que são organizadas
pelas associações que representam os atletas dessa modalidade. Além das
escolinhas as associações de skate organizam diversos eventos como campeonatos,
palestras e apresentações em escolas públicas de seus municípios para divulgar
ainda mais a modalidade e incentivar a inclusão de novos adeptos aos esportes
radicais.
Juazeiro tem uma das melhores
pistas profissionais do Ceará, e conta com o maior número de esportistas da
região, em seguida vem a cidade do Crato e com um numero mais reduzido de
atletas a cidade de Barbalha, onde a pista de skate foi inaugurada dentro do
projeto do governo federal “praça da juventude”. O governo do estado vem
investindo muito no esporte, foram construídas 25 pistas em todo Ceará. Na
cidade do padre Cicero, a AJUSK associação Juazeirense de Skate, vem
desenvolvendo um trabalho voluntário de iniciação ao skate, a escolinha conta
com professores que são skatistas e dedicam uma parte do seu tempo para dar
continuidade aos projetos.
Paulo Tiago é formado em educação
física e é um dos professores, segundo ele o esporte vem tomando grandes
proporções em Juazeiro. Foi entregue ao secretário de esporte um projeto para
inclusão da modalidade nos jogos estudantis Juazeirense JEJUNO´S, que já pode
acontecer esse ano, a cidade será a primeira no estado do Ceará a incluir a
modalidade nesse tipo de evento. Para Damião Teles, estudante de jornalismo e
skatista, também professor da escolinha “é através desses eventos que o skate
vem mostrando sua importância quanto esporte radical e como forma de inclusão
social” ressalta.
Em Juazeiro a escolinha de skate
acontece nos finais de semana, Sábados e domingos de 08:00 ás 10:00h da manhã,
na pista de skate pública do parque ecológico das Timbaúbas, é gratuito e não
tem limite de idade para participar. Para o pai de Jackson Silva, aluno assíduo
da escolinha. Adriano Silva “é um momento de lazer e uma oportunidade das
crianças aprenderem um esporte diferente, tão discriminado pela sociedade”.
Enfatiza. E ainda se diz orgulhoso de ver o seu filho fazendo manobras
incríveis em cima do skate, oportunidade que ele não teve quando criança.
Essa iniciativa da associação é
um complemento e uma forma de mostrar que o skate é um esporte que pode trazer
bons frutos futuramente, como a profissionalização de atletas, além de tirar
crianças de atividades ilícitas e da ociosidade.
A
sétima arte em evidência
Estudo sobre cinema e
cineclubes vem ganhando visibilidade no Cariri.
Desde Maio de 2012 vem ocorrendo um curso de iniciação aos
estudos de cinema, grupo sétima, esse grupo de estudos sobre cinema faz análise
e crítica das produções cinematográficas brasileiras e outras. Para quem gosta
da sétima arte, aprecia bons filmes e uma boa discussão em torno da cinematografia
é um bom espaço para ser frequentado por cinéfilos, estudantes de cinema e
curiosos. Trata-se de um grupo de estudos sobre cinema, que acontecem todas as
quartas-feiras a partir das 14 horas no SESC de Juazeiro do Norte. Entre outras
análises os estudos discorrem sobre estética, linguagem, perspectivas,
temática, gênero, ideologias, montagem e outros assuntos que diz respeito ao
universo da sétima arte, o cinema.
O mediador do grupo de estudo sobre cinema, Elvis Pinheiro já
trabalha com cinema, e exibições de filmes há mais de dez anos na região do
Cariri, através de exibições de filme e discursões em torno dos mesmos. Esses
espaços são bem conhecidos do público, alguns dos participantes já desenvolvem
trabalhos sobre cinema e suas manifestações na região, mas também conta com
outros adeptos de diversos segmentos artísticos, como por exemplo, o teatro.
São vários espaços espalhados pelo triângulo crajubar, (Crato, Juazeiro do
Norte e Barbalha), destinados a esse tipo de estudo e divulgação das produções
e exibições do gênero.
Elvis Pinheiro
organiza os projetos com o apoio de instituições públicas e privadas. Atualmente
há em andamento vários espaços com exibições de filmes denominados ”Cult” e
debate a respeito dos mesmos, envolvendo discursões acaloradas. O público alvo
é variado, entre professores, estudantes, cinéfilos e curiosos que gostam de
cinema ou participam apenas para adquirirem mais conhecimento sobre o assunto
ou ainda só para assistir aos filmes, que são filmes bons, que são de difícil
acesso aos telespectadores, não muito comerciais, por assim dizer, filmes que
são difíceis de encontrar em locadoras até mesmo em lojas. Os filmes e os
textos, assistidos e discutidos são sempre escolhidos pelo mediador, que
desenvolve o papel de professor e orientador, apoiando e incentivando os
espectadores sempre a irem mais além.
O grupo que agora em maio faz dois anos de existência, conta
com um cronograma bem rigoroso, para os seus participantes, todos tem que ler
os textos passados por Elvis, discutir, apresentar seminários, fazer trabalhos
sobre determinados assuntos do cinema, como por exemplo, cinema novo, novelle vague e etc. e debater sobre os filmes
assistidos dentro do grupo. “Tudo isso é gratificante, pois fazer parte desse
grupo que já é como uma família traz prazer e mais interesse pelo cinema”.
Esses espaços, como também o mediador, Elvis Pinheiro, já foram varias vezes
notícia dos meios de comunicação local, tanto de radiodifusão quanto impresso,
por tanto são bem conhecidos do público.
A inscrição para fazer parte do grupo de estudo é gratuita,
assim como as entradas para as sessões nos espaços citados, de exibição de
filmes. todos são bem vindos para aprender e ensinar um pouco de cinema. A
sétima arte vem ganhando espaços importantes na região, a própria Universidade
Federal do Cariri, cogita trazer um curso de artes visuais para o Cariri,
ampliando ainda mais o leque de oportunidades para quem quer seguir
desenvolvendo um trabalho voltado para o cinema. Esses espaços para exibição e
discussão sobre filmes é uma contra posição dos espaços de cinema ditos
tradicionais, pois os filmes mostrados nesses espaços de “cineclubes” são
produções de “baixo custo” e não são exibidos nos cinemas aqui do Cariri,
diferentemente dos filmes hollywoodianos.
Os locais onde funcionam esses espaços de exibição de filmes “cineclubes”
são: cinecafé, no Centro Cultural Banco do Nordeste – CCBN, onde os filmes são
exibidos aos sábados 17:30h, lume, no SESC Crato, exibições às quartas-feiras
18 horas, já na Faculdade Leão Sampaio onde os filmes são rodados nas quintas
14 horas é o cineleâo, e no SESC
Juazeiro onde ocorre o Grupo de cinema, é nas quarta a partir das 14 horas,
grupo de estudos sobre cinema. São locais de fácil acesso, com transporte
coletivo próximos e também locais adequados para o conforto dos espectadores,
com salas climatizadas, e apropriadas para o deleite de todos, vale conferir.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Carteira de estudante:
O desrespeito à lei, a falta de
ética e os interesses particulares
A lei estadual 12.302/94 é uma
lei que garante os direitos estudantis no estado do Ceará no que diz respeito à meia-entrada para os estudantes em eventos esportivos e
culturais. É oficialmente reconhecida pelo Poder Público. Essa lei que vem sendo desrespeitada constantemente na
região do Cariri, começando pelas próprias entidades estudantis que deveriam
representar os estudantes, mas que não agem como deveriam, e que desrespeitam
princípios básicos da legislação que rege os direitos e deveres dos estudantes.
Em Juazeiro do Norte,
há atualmente três entidades estudantis em (in)atividade que só aparecem em
épocas de fazer carteiras estudantis, ou seja no início do ano letivo, depois
de arrecadado os honorários lucrativos, essas entidades desaparecem e só voltam
a aparecer um ano depois para realizarem
as mesmas práticas, além de serem entidades que não respeitam nem seus próprios
estatutos, se dizem representantes dos estudantes e lucram muito com esse gesto
nefasto, que engana muita gente enquanto alguns lucram. Vejamos.
Toda entidade estudantil rege-se por um
estatuto social que é o seu documento de regras e normas para o funcionamento
da mesma. Este estatuto deve, obrigatoriamente, ter em seu conteúdo as normas para
a organização da entidade. Em alguns artigos e incisos devem constar
determinados fatores básicos como, por exemplo, ter uma diretoria constituída
por alguns membros, estudantes, que estejam regularmente matriculados em uma
instituição de ensino que corresponda ao foco daquela entidade que seja
secundarista ou universitário, que o seu presidente seja estudante ou tenha
terminado os estudos durante a gestão, fazer prestações de contas da entidade
regularmente etc.
Essas são algumas questões primordiais que as
entidades estudantis Juazeirense vem desrespeitando ao longo de suas histórias,
vejamos. As três entidades que se dizem representar os estudantes desta cidade
são: UEJ – União Estudantil da Juventude, que há pouco tempo atrás se chamava
União Estudantil Juazeirense, mas teve que mudar o nome por ingerência do seu
presidente que deixou a mesma em débito com os órgãos públicos. A UESC - União
dos Estudantes Secundaristas do Cariri, que tenta representar os estudantes de
toda região do Cariri e a UECC – União dos Estudantes Cristãos do Cariri, essa
ultima fundada em 2010, mas já se encontra no rol das práticas ilícitas.
O que estas entidades têm em comum? Vejamos: todas são ávidas por lucro, isso não
é surpresa para ninguém, vivemos em um país capitalista, seus presidentes a
muito que não são mais estudantes, as entidades nenhuma fazem prestação de contas,
nunca houve sequer uma demonstração pra onde o dinheiro está indo, (pro bolso)
é claro, não se conhece os outros membros que fazem parte da diretoria dessas
entidades, pois os seus presidentes se acham donos das mesmas, contratam e
demitem funcionários como se fosse uma empresa, nunca houve uma eleição justa e
democrática para a escolha dos representantes, desde que foram fundadas é
sempre os mesmos presidentes, donos.
As eleições são feitas por debaixo dos
panos, não são divulgadas para que outros estudantes não tenham chances de
concorrerem ao pleito, e essas entidade não fazem a luta estudantil, são
meramente fábricas de carteirinhas, os direitos estudantis que são sempre
desrespeitados nesta cidade, nunca se vê uma ação dessas entidades para mudar a
situação, em todos os eventos, ou em sua grande maioria, em que ocorrem eventos
em que os estudantes tem direto a meia, são desrespeitados, as empresas
privadas desrespeitam as leis e as entidades compactuam pois nada fazem, os
estudantes por outro lado não reivindicam, não procuram seus representantes, os
grêmios estudantis não são atuantes, e a despolitização faz com que essa
conjuntura permaneça.
Muitas festas, eventos esportivos e culturais
acontecem frequentemente na região do Cariri, esses eventos não respeitam a lei
12.302/94, pois nunca se abatem os 50% proposto. Os empresários e organizadores
dão o desconto que acharem conveniente, os estudantes por sua vez não reclamam
nem procuram seus representantes legais para darem queixas, os órgão
competentes não tomam conhecimento ou fazem vista grossa, nem um órgão fiscaliza
essas questões de venda de ingressos nesses eventos, um prato cheio para
organizadores e empresários, que lucram cada vez mais burlando a leis.
Essa máfia começou quando, em 2001, o então ministro da Educação Paulo
Renato (PSDB-SP) pediu a edição de uma MP (Medida Provisória) que concedia a
qualquer entidade e a qualquer instituição de ensino o direito de emitir carteirinha,
essa atitude provocou uma serie de atividades, onde muitas pessoas agindo de má
fé criaram várias entidades estudantis no intuito apenas de ganhar dinheiro,
criando assim empresas de fachada sem nenhuma representatividade, e sem o
reconhecimento de entidades nacionais como UNE - União Nacional dos estudantes,
que representa os estudantes universitários e a UBES - União Brasileira dos
Estudantes Secundarista.
É evidente que todos estes órgãos vivem um
conformismo exacerbado, e um peleguismo latente, que desencadeia um efeito
dominó parasitário. Tudo isso envolve uma gama de instituições, além de
desestabilizar conquistas anteriores, mediante falta de mobilização e de
pressão por conta dos próprios estudantes que se acomodaram, mesmo sendo
ludibriados constantemente, e vendo seus direitos serem desrespeitados. Está em
tramitação na câmara dos deputados projeto de lei que limita o abatimento de
50% para estudantes, esse limite, antes ilimitado, se aprovado o projeto passa
a ter um limite de 40% dos ingressos disponíveis em todos os eventos beneficiados
pela lei, quem vai fiscalizar? Neste sentido, não se vê nem um estudante
mobilizado, nenhuma entidade, nem um órgão de representação dos estudantes
fazendo debates a respeito do assunto. Sem saudosismo, mas o movimento
estudantil já foi mais aguerrido.
terça-feira, 18 de março de 2014
Skatistas revoltados fazem protesto
Sábado no parque ecológico das
Timbaúbas, skatistas se reuniram para protestar contra o completo descaso e
abandono em que se encontra o parque ecológico, especialmente a pista de skate.
Os skatistas reuniram-se neste
sábado (15) na pista de skate do parque ecológico e fizeram um protesto,
acenderam velas para simbolizar as promessas que foram feitas pelos órgãos
públicos de Juazeiro do Norte, pois a pista de skate está há mais de dois anos sem
energia e com os refletores queimados, impossibilitando os atletas de andarem
durante a noite, para piorar o secretario de esporte proibiu o “rolê” a prática
do esporte no ginásio poliesportivo.
Todos os skatista levaram uma
caixa de velas que foram acesas no momento em que o sol estava se pondo, o que
gerou uma paisagem linda, e o rolê de skate foi a luz de velas. A pista de
skate se encontra em total abandono, desde a gestão passada que não há reforma
da mesma, pequenos ajustes são feitos pelos próprios skatistas. No local
funciona uma escolinha de skate nos finais de semana, sábados e domingos de
8:00 as 10 horas da manhã, sem nenhum apoio da prefeitura.
Muitos pedidos já foram feitos
para que seja feita uma reforma na pista de skate e trocado os refletores, mas
até agora só promessas por parte da
prefeitura, promessas essas que não são cumpridas, em relação ao esporte. O skate
é um esporte que até agora não foi feito nenhuma ação para o beneficio desses
esportistas na cidade de Juazeiro do norte, dizem que o atual secretario de
esporte tem raiva dos skatistas por motivos pessoais.
Esse protesto foi apenas o inicio
de outros que estão sendo organizados pelos skatistas, grupo/tribo que vem
aumentando a cada dia na cidade de Juazeiro do Norte.
* Damião Teles
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